Saiu na Imprensa

Vejam o que os jornais falaram sobre a publicação das obras de Cicinato Ferreira Neto. acesso em http://diariodonordeste.globo.com/m/materia.asp?codigo=603399

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=408050



sábado, 8 de outubro de 2011

Notícia de jornal

Em janeiro de 2009 foi publicada no "Diário do Nordeste", de Fortaleza, reportagem sobre a publicação de "A Misteriosa Vida de Lampião, do escritor Cicinato Ferreira Neto. Acompanhe:

Livro reúne versões sobre a vida de Lampião


4/1/2009

Historiador Cicinato Ferreira Neto, de Tabuleiro do Norte, faz cronologia da vida do Rei do Cangaço


Tabuleiro do Norte. Lampião, desbravador das paragens da Caatinga sedenta, ou da paz alheia; se herói ou bandido, sorumbático ou o homem que amava as mulheres, se vítima ou vilão é, sem dúvida, mito. O ano de 2008 arredondou marcos na vida do cangaceiro, como os 80 anos da passagem por Limoeiro, fugido de Mossoró, e os 70 anos de sua morte, narrativas cheias de controvérsias. Muitas vezes, não se escreve sobre Lampião: escolhe-se a versão que seja mais simpática e se tece a narrativa. Mas o historiador Cicinato Ferreira Neto, num trabalho histórico e jornalístico, reuniu todas as possíveis versões até agora e fez de “A Misteriosa Vida de Lampião”, um diário de pesquisador em torno da vida do “Rei do Cangaço”.


Assim rege o bom jornalismo: reunir versões, narrar os fatos, não se sentir dono da verdade e deixar que o leitor tire suas conclusões, ou, se não dá para concluir muita coisa sobre Lampião, que amadureça as suas impressões. “A Misteriosa Vida de Lampião” permite conhecer a trajetória do cangaceiro segundo versões de diferentes pesquisadores de variadas publicações. Mas é seu autor quem organiza a narrativa.


Sem fazer juízo de valor – somente de si, ao transmitir nas entrelinhas seu ar de incompletude frente ao mundo de informações sobre Virgulino Ferreira da Silva, Cicinato Ferreira Neto foi aguçando a curiosidade de criança, quando ouvia falar do cangaceiro.

Roteiro da pesquisa

Como bom peregrino do conhecimento, viajou pelos “territórios de Lampião”, lugares onde fez graça e desgraça, visitou museus, residências, universidades, cemitérios, e revisitou as impressões que tinha sobre o nordestino matador com pouco estudo, mas, supostamente, autor de frases curtas e grossas.

Mas quem foi Lampião, além de o destemido (opinião) e temido (fato) cangaceiro que escreveu na ponta da faca ou do cano de metralhadora parte da história do sertão nordestino de meados do século XX? Foi devoto de Padre Cícero, inimigo e aliado das forças instituídas, personagem vivo de crônicas jornalísticas? Ainda teve a morte anunciada, e como última imagem a foto de sua cabeça, sem corpo ou bandeja, posta no chão e exposta para que não restassem dúvidas sobre sua morte? Será?

“A Misteriosa Vida de Lampião” compõe-se de 18 capítulos, na prática, atos cronológicos. Dos primeiros anos de vida até a sua morte, não sem antes narrar muitos fatos da entrada do cangaço às perseguições dos volantes, a força policial instituída em combate ao poder paralelo de Virgulino.

Datas distintas

As controvérsias em torno do que é história ou especulação começam, literalmente, do começo, de quando nasceu o filho de José Ferreira e Maria Vieira da Soledade. “Nasceu no antigo município de Vila Bela, hoje Serra Talhada, Estado de Pernambuco, no período que vai de 1897 a 1900”, escreve. O período se justifica pela confusão entre as datas de nascimento: se 7 de julho de 1897, 4 de julho de 1898, 12 de agosto de 1897 (essa, a data do registro civil), junho de 1899, 12 de fevereiro de 1900 (segundo o próprio Lampião).

Quanto ao Cangaço, a confusão não é só entre datas, mas principalmente da motivação imediata para o ingresso em bandos. Sabe-se da rixa entre os Ferreira e os Alves de Barros, que até virou caso de polícia. O autor confronta fatos: o pai de Lampião, José Ferreira, foi morto por tropas policiais. Virgulino jurou vingança a Zé Saturnino e José Lucena, um oficial. Lampião, em bando, junta-se ao de Sinhô Pereira e dos Porcino. A morte do pai é considerada divisor de águas – e de desvio moral de Lampião. Mas questiona-se se é causa ou consequência, se foi antes ou depois do ingresso no Cangaço.

As 294 páginas de “A Misteriosa Vida de Lampião” somam-se às milhares já escritas sobre história, vida, morte e ressurreição (como mito) da figura do cangaceiro. Mas tem faro histórico e jornalístico. Conforme o autor, natural de Tabuleiro do Norte, não se trata de biografia nem de ensaio acadêmico, mas, sobretudo, de uma cronologia de Lampião.

O leitor curioso entende “o papel das forças perseguidoras, a relação dos cangaceiros com as mulheres, a medicina no Cangaço, a religiosidade, as alianças com os poderosos, os apelidos, os principais inimigos, entre outros temas curiosos”, convida Cicinato Ferreira Neto, em seu terceiro livro – os outros são “Estudos de História Jaguaribana” e “A Tragédia dos Mil Dias”. O prefácio é do professor doutor José Olivenor de Sousa Chaves, do curso de História da Faculdade de Filosofia Dom Aureliano Matos (Fafidam), de Limoeiro do Norte.

Apesar da violência no Vale do Jaguaribe, por vezes lembrando o período do Cangaço, Lampião não deixou seguidores, mas, verdadeiramente, perseguidores de sua história. De mito a motivo para se conhecer as entranhas da formação socioeconômica e cultural do Nordeste do século XX.

MELQUÍADES JÚNIOR

Colaborador



APRENDIZADO


"Separar a verdade da mentira constitui-se tarefa das mais difíceis no que tange a saga dos cangaceiros"

Cicinato Ferreira Neto

Autor do livro



Mais informações:

A misteriosa vida de Lampião

Editora Premius

Cicinato Ferreira Melo

(88) 3424.2019

Preço médio: R$ 20,00





reportagem


ALEX PIMENTEL

O sofrimento vivido pelos cearenses de 1877 a 1879 é relembrado, em livro, pelo historiador Cicinato Ferreira Neto



Limoeiro do Norte. Uma tragédia orquestrada pela natureza no sertão quente, seco, de chão batido e rachado; milhares de mortos numa das maiores secas que assolaram o Ceará; corrupção política de uns, desviando dinheiro destinado a alimentos; muita fome e indigência da grande maioria, clamando o socorro muitas vezes em vão. Milhares de mortes. Uma tragédia nos anos de 1877 a 1879 que assolou o Ceará e pouco comoveu o próspero sul do Brasil. O evento é documentado no livro “A Tragédia dos Mil Dias”, do historiador Cicinato Ferreira Neto, de Tabuleiro do Norte, no Vale do Jaguaribe.



“Vamos levar ao conhecimento de V.Excia. o estado miserável a que se acha reduzido o pobre povo desta localidade quase todo a morrer de fome por falta do pão da caridade, além desta maior parte acometida de inchações, e o grande número destes sendo vítimas por falta de viveres que se dê o menor alimento. Faz horror tanta calamidade em uma quadra semelhante. É lamentável tantos desvalidos que saem pelas portas pedindo algum socorro a ver se salva a vida e não encontra o menor recurso, e dali a poucos minutos vão ser sepultados”. O excerto do livro é um trecho de carta enviada da antiga vila Tabuleiro de Areia (atual Tabuleiro do Norte), distrito de Limoeiro,ao presidente da província cearense.



Os anos de 1877-78 tiveram índice de chuvas de lamuriosos 473mm e 580mm, respectivamente, numa terra semi-árida que aguarda um inverno “sustentável” com pelo menos 1.500mm. Valendo-se centenas de documentos do Arquivo Público do Ceará, Biblioteca e Instituto do Ceará, de material recolhido em cartórios e dioceses no Interior, Cicinato Ferreira evidencia a crise de abastecimento, desespero e súplica do cearense. O quadro de miséria que assolava a população era tão comovente que, para eventual descrédito do leitor com informações que pareçam exageradas, o historiador publica as cartas da época, com padres pedindo providências.



Os jornais da época, como O Cearense e Pedro II, digladiavam a opinião pública do povo que sabia ler. Em início de 1877, as súplicas correspondidas do Interior eram consideradas sensacionalistas pelos donos do poder, que não acreditavam que houvesse um estado tão catastrófico em uma região que deveria ser “deserta” – o próprio romancista e jornalista José de Alencar afirmou que “há incontestavelmente muita exacerbação”, referindo-se aos relatos da miséria cearense. Só com a insistência de cartas foi dado crédito necessário às lamúrias pelos governantes.



Criadas comissões de combate à seca no Interior do Ceará, essas não davam conta das necessidades dos flagelados. Para piorar, muitas eram corruptas, desviavam dinheiro, abasteciam a si próprias com o alimento que seria para o povo, alimentando aquilo que mais tarde se convencionaria “indústria da seca”. Políticos se aproveitavam da miséria, posavam de salvadores da pátria, abasteciam as urnas eleitorais com o estômago vazio da população.



Convergência



Ponto de convergência de levas de imigrantes, Aracati chegou a registrar mais de 400 óbitos de fome num só mês. Este número refere-se aos enterros no cemitério da cidade. Outras centenas eram enterradas em valas comuns, como indigentes.



Cicinato, que em 2003 publicou “Estudos de História Jaguaribana”, reúne pesquisas de outros estudiosos que, para serem encontradas, poderia desestimular o leitor comum. Como quando cita o cearense Rodolfo Teófilo, o “cronista da seca”. Este relata a saga de duas cearenses da antiga vila de Limoeiro, atual Limoeiro do Norte. Depois de perderem gado, terras e o pai, as irmãs Ignácia e Francisca de Sales andaram dezenas de léguas emigrando da seca, levando a mãe paralítica numa rede estendida nas mãos. “Assistimos a sua chegada àquela povoação. Era um quadro que comovia”. Imagine-se quão comovente foi a emigração delas.



A seca no Ceará não é novidade para o cearense. Mas a última seca cearense no Brasil imperial não teve a mesma repercussão que a seca de 1915, documentada por Rachel de Queiroz. Existem pouquíssimas publicações sobre o Ceará de 1877-1879, uma história trágica que o Brasil desconhece.



Melquíades Júnior

Colaborador



Pesquisa

Cicinato Ferreira Neto



Ele, 37 anos, é servidor na Secretaria da Fazenda do Ceará. Graduado em história, é pesquisador do Arquivo Público, Biblioteca Pública Menezes Pimentel e Instituto do Ceará. Preço médio do livro R$ 20.

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Notícia de jornal sobre livro "A Tragédia dos Mil Dias"

Em 2006, foi publicada matéria sobre a publicação do livro "A Tragédia dos Mil Dias: a seca de 1877-1879 no Ceará", de Cicinato Ferreira Neto. Confira em diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=408050Em cache - Similares


Reunião do GECC

Na primeira terça feira do mês de outubro de 2011, realizou-se na Livraria Saraiva, do Iguatemi, em Fortaleza, reunião do GECC (Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará), do qual faço parte. Os amigos Manoel Severo e Ângelo Osmiro repassaram alguns informes importantes: O Cariri Cangaço se consolidou como grande evento cultural e, no próximo ano, vislumbra-se a possibilidade de incluir no roteiro as cidades pernambucanas de Exu e Serrita; Estuda-se a possibilidade de fazer um Cariri Cangaço fora de época, com visitas aos municípios de Brejo Santo, Jardim e Lavras da Mangabeira.
Manoel Severo também falou que fará exposição, junto ao Ministério das Relações Exteriores, em Brasília, sobre o Cariri Cangaço. O objetivo é divulgar os temas de nossa cultura nordestina no exterior.
Em seguida, foi apresentado um filme sobre o evento que se realizou no período de 20 a 25 de setembro, no Cariri.
Os membros do GECC foram incentivados a dar sugestões sobre todos os temas, inclusive quanto à temática para 2012. Os problemas mais mencionados pelos presentes foram: falta de maior participação dos membros na realização de qualquer iniciativa referente aos eventos; falta de verba para garantir os deslocamentos; falta de maior entrosamento com as universidades e escolas; No tocante às temáticas, falou-se muito sobre o centenário de Luiz Gonzaga que, naturalmente, não pode ser esquecido.

Cariri Cangaço 2011

O Cariri foi invadido pelos "cangaceirólogos" de todo o país. No período de 20 a 25 de setembro de 2011, realizou-se o 3º Cariri Cangaço, nas cidades de Juazeiro do Norte, Crato, Barbalha, Missão Velha, Barro, Aurora e Porteiras.
Infelizmente, não pude participar de todo o evento. Mas tive a felicidade de participar de duas conferências. A primeira, realizada em Aurora, no dia 21, capitaneada pelos pesquisadores José Cícero e Bosco André, teve como tema a trama de invasão de Mossoró pelos cangaceiros de Lampião no longínquo ano de 1927. Como se sabe, Lampião partiu de Aurora para invadir a grande cidade potiguar. No dia 22, no teatro Nelory Figueira, em Barbalha, realizaram-se as conferências: Literatura do Cangaço, com Ângelo Osmiro, e Cangaço em Fotos, com Ivanildo Silveira.
Como se esperava, as conferências empolgaram os verdadeiros amantes do tema do cangaço, embora não tenham despertado um forte interesse na população em geral. Na minha opinião, o que falta é tempo para garantir participação do povo em geral nos debates que, com certeza, são imprescindíveis em relação a assuntos dessa natureza. Nem mesmo os aficcionados puderam participar. Os palestrantes também sentem-se tolhidos pela falta de tempo. São coisas que precisam ser repensadas nos outros anos, nos outros eventos.
Observa-se, em cada ano, uma certa rivalidade entre alguns conferencistas. Isso entristece cada um de nós, pois o que parece prevalecer é a vaidade, a vontade de alguns pesquisadores de demonstrar ter a posse da verdade absoluta sobre um determinado assunto.
Isso, porém, é o de menos. O Cariri Cangaço já se consolidou como um evento de grande relevância cultural para a região caririense e para o Ceará.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Acompanhe notícia sobre livro "A Misteriosa Vida de Lampião" no link ao lado.
No Diário do Nordeste, edição de 04 de janeiro de 2009, reportagem sobre o lançamento do livro "A Misteriosa Vida de Lampião". A matéria está no Caderno Regional, pag.3.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Adquira este livro

A tiragem foi muito pequena. Quem se interessar pelo mesmo, pode enviar e-mail (cicinato.neto@sefaz.ce.gov.br ou cicinatoneto@zipmail.com.br), indicando para quem o livro deve ser autografado. Responderei enviando número de conta para depósito. O preço é 30 reais, já incluídas as despesas de correio.